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UFOPA assina acordo de cooperação com Comissão Nacional de Energia Nuclear

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) assinou acordo de cooperação com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para viabilizar pesquisas em reatores nucleares. A iniciativa surgiu a partir do projeto de pesquisa “Métodos e Técnicas de Inteligência Computacional aplicados a problemas de Engenharia Nuclear e Física Aplicada”, coordenado pelo professor Anderson Meneses, do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG).

Através do acordo, o projeto, iniciado em 2013, pode realizar simulações de planejamento de energia e funcionamento de usinas nucleares através do software PARCS (em inglês, Purdue Advanced Core Simulator), utilizado e reconhecido internacionalmente, sob licença da Universidade de Purdue (EUA). “Para fazer cálculos com esse código, é preciso celebrar um acordo com a CNEN e, a partir do momento que esse acordo é celebrado, é possível ter acesso a uma programação institucional mais genérica, na qual se libera o código para universidades”, explica o físico.

O objetivo principal é investigar padrões de carregamento de reatores nucleares mais eficientes, aumentando o aproveitamento de combustíveis nucleares e, consequentemente, diminuindo gastos no funcionamento de usinas. O software PARCS permitirá a avaliação de soluções para problemas complexos como esse, relacionados à engenharia nuclear. Além disso, irá estimular a formação de profissionais e pesquisadores em uma região carente na área.

Há várias formas de aplicação da energia nuclear na ciência. Devido à sua propriedade radioativa, as radiações podem atravessar moléculas e serem absorvidas por elas e, com isso, identificar ou eliminar elementos nocivos. É o que se usa na medicina, na agricultura e na biologia, por exemplo, para mapear determinados elementos dentro de um organismo. Segundo o pesquisador: “A aplicação nuclear não é só na usina. Em diversas pesquisas você pode usar técnicas de fluorescência de raio-X, tomografia computadorizada, cristalografia, que são aplicações que vem da física aplicada e da física nuclear”.

Anderson reitera que se trata de um projeto interdisciplinar, cujos resultados podem beneficiar vários campos de atuação da UFOPA. “É um projeto aberto a todos os pesquisadores da instituição. Isto é fundamental para estreitar os laços, envolvendo alunos de Engenharia Física, Matemática, Física, Química, interagindo com a questão energética”, finaliza.

Luena Barros - Comunicação/UFOPA

16/09/14